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Filosofia Bantu
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Sinopse

Esta obra é uma referência fundamental para o debate so­brea filosofia africana e é am­plamente reconhecido como o texto fundador da etnofilosofia. Placide Tempels demonstra a existência de um pensamento metafísico entre os povos ban­tu, baseado na ideia de que a realidade é dinâmica e que ser é força. Contrastando essa visão com a concepção ocidental do ser, ele revela como as rela­ções entre indivíduos, ances­trais e o universo se estrutu­ram por meio de forças que se influenciam mutuamente.

Sumário

Prefácio: Niam m’paya, 9

  • 1 – Em busca de uma filosofia bantu, 15
    • 1. A vida e a morte condicionam o comportamento humano, 15
    • 2. Todo comportamento humano repousa em um sistema de princípios, 16
    • 3. É necessário investigar o instrumento intelectual, os conceitos e os princípios fundamentais filosóficos dos Bantus, 18
    • 4. A lacuna que separa europeus e povos nativos negros subsistirá e aumentará enquanto não os encontrarmos nas aspirações sãs de sua ontologia, 20
    • 5. Essas noções fundamentais e esses primeiros princípios revelam realmente a filosofia?, 24
    • 6. Podemos falar de filosofia bantu?, 25
  • 2 – A ontologia dos Bantus, 29
    • 1. A terminologia utilizada, 29
    • 2. O método, 30
    • 3. A concepção da vida entre os Bantus – Ela é centrada em um único valor: a força vital, 32
    • 4. A ontologia dos Bantus, 35
  • 3 – A sabedoria e a criteriologia dos Bantus, 52
    • 1. O que é a sabedoria bantu?, 52
    • 2. A metafísica ou ciência das forças está ao alcance de todos os Bantus, 54 6
    • 3. A filosofia bantu se funda sobre a evidência interna e externa, 55
    • 4. Os Bantus distinguem os conhecimentos filosóficos das ciências naturais, 56
    • 5. A distinção entre o domínio do conhecimento certo e o da ciência aproximativa entre os Bantus, 60
    • 6. A sabedoria bantu é natural, preternatural ou sobrenatural?, 61
    • 7. Há, entre os Bantus, um conhecimento que não seja mágico, ou seja, que não seja conhecimento de forças? Sua sabedoria é crítica?, 64
    • 8. Os Bantus são indiferentes a toda ciência experimental?, 66
  • 4 – A “teoria do muntu” ou a psicologia bantu, 68
    • Nota preliminar, 68
    • 1. O muntu ou a pessoa, 69
    • 2. O nome ou o indivíduo, 75
  • 5 – Ética bantu, 81
    • 1. As normas do bem e do mal, ou a ética objetiva, 81
    • 2. O ente humano bom ou mau. A ética subjetiva, 88
  • 6 – A restauração da vida, 97
    • As noções de sanção, reparação, punição, emenda e a purificação ontológica, 97
    • Conclusões, 114
  • 7 – A filosofia bantu e nossa missão civilizadora, 115
    • 1. Os não civilizados… e nós – Multa honorável, 115
    • 2. Uma impressão lamentável para os “educadores”, 116
    • 3. A presença de uma filosofia bantu pode abrir horizontes promissores aos educadores, 117
    • 4. Qual deve ser o ponto de vista dos educadores diante da filosofia em geral?, 118
ISBN: 9788532671257
Edição ou reimpressão: 2025
Editora: Vozes
Idioma: Português
Dimensões: 21 x 14 x 0,7 cm
Tipo de capa: Capa mole
Nº de páginas: 144
Tipo de produto: Livro
Peso: 170 g
Autor
Placide Tempels

Placide Tempels (1906-1977) nasceu em Berlaar, na província flamenga de Antuérpia, na Bélgica. Foi um missionário franciscano na Província de Katanga do então Congo Belga (atualmente República Democrática do Congo) de 1933 a 1962. Em abril de 1962, ele retornou à Bélgica e permaneceu no convento da Ordem dos Frades Menores em sua cidade natal até sua morte em 9 de outubro de 1977.

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